Pesquisa: Condições de trabalho de entregadores de aplicativos pioraram na pandemia

A crise do novo Coronavírus deixou ainda pior a condição de trabalho para os entregadores de aplicativos e é por isso que incentivamos pedir e entregar localmente através do Entrega Curitiba! O tormento dos entregadores foi revelada através de uma pesquisa realizada pela Rede de Estudos e Monitoramento da Reforma Trabalhista (Remir) a partir de projeto da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o qual aponta:

– Aumento na jornada de trabalho
– Queda na remuneração
– Falta de fornecimento de equipamentos de proteção, que estão tendo de ser custeados pelos próprios profissionais.

De acordo com a UFPR, um artigo científico com os resultados foi publicado recentemente na Revista Jurídica Trabalho e Desenvolvimento Humano. Uma paralisação dos entregadores de aplicativos está prevista para quarta-feira (1º)  como já falamos aqui no blog!

Os pesquisadores da UFPR analisaram as respostas de 298 questionários online, respondidos por entregadores de aplicativos das principais empresas de plataformas digitais no Brasil, como iFood, Uber Eats, Rappi e Loggi, em 29 cidades brasileiras, com concentração em São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Curitiba. Os entregadores entrevistados, na maioria, são homens (94,6%) que se reconhecem como brancos ou pardos (83,9%), com idade entre 25 e 44 anos (78,2%).

Mais de 57% afirmaram trabalhar acima de nove horas diárias, percentual que ampliou para 62% durante a pandemia. A jornada de 78,1% dos entregadores é de seis a sete dias por semana. Para os trabalhadores, o aumento da jornada está relacionado a novas contratações durante a pandemia, provocando a redução das chamadas para entregas. Dessa forma, os entregadores passaram a trabalhar mais horas para manter a remuneração.

Levantamento feito por pesquisadores do grupo de pesquisa Clínica Direito do Trabalho da UFPR mostra que no ano passado havia cerca de 5 mil entregadores por aplicativos em Curitiba e região metropolitana. De acordo com o grupo, durante a pandemia, uma empresa contratou cerca de 2 mil entregadores em Curitiba.

 

A maioria dos entregadores (58,9%) teve queda remuneratória. Antes da pandemia, havia uma concentração nos rendimentos semanais entre R$ 261 e R$ 650, com renda maior chegando a mais de R$ 1.041 por semana. O número de trabalhadores inseridos nessas faixas de remuneração maiores reduziu para quase um terço.

Coordenador da Clínica de Direito do Trabalho da UFPR e professor do Departamento de Prática Jurídica, Sidnei Machado explica que esse trabalho já era considerado vulnerável e sem regulamentação antes da pandemia. “São contratações normalmente como se fossem autônomos, sem vínculo a direitos básicos do trabalho, como férias, décimo terceiro e salário mínimo”.

Proteção à Covid-19
A maioria dos entregadores (96%) adota uma ou mais medidas de proteção durante o trabalho, como uso de álcool em gel e máscaras. As medidas adotadas pelas empresas concentram-se mais na prestação de orientações – 57,7% dos trabalhadores disseram não ter recebido nenhum apoio das empresas para diminuir os riscos de contaminação.

As informações são do portal Bem Paraná, mas a realidade é de todos!

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